CNJ diz que apura suposto mensalão de MS com 'rigor'

As denúncias sobre corrupção envolvendo os três Poderes de Mato Grosso do Sul já estão sendo analisadas "com todo o rigor", afirmou hoje a corregedora Eliana Calmon. Ela disse que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) espera não ter a confirmação do envolvimento de desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ-MS) no esquema de corrupção. Porém, esclareceu já ter conhecimento de informações sobre corrupção no Estado.

JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, Agência Estado

01 Dezembro 2010 | 18h02

"Conversei sobre o problema com a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seção Mato Grosso do Sul) entre outras organizações. Já não estamos procurando ''mensalão''. Sabemos que ele existe e vamos apurar tudo", disse. O "mensalão", conforme as denúncias, consiste na divisão da sobra do duodécimo destinado à Assembleia Legislativa entre deputados estaduais, o governador reeleito André Puccinelli (PMDB), altos funcionários do TJ-MS e Ministério Público Estadual (MPE).

"Tudo estará devidamente registrado, e até fevereiro próximo o relatório da Corregedoria Nacional estará pronto e encaminhado aos órgãos competentes, como o Ministério Público Federal (MPF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ)", afirmou.

Dependendo do total da arrecadação de impostos, o repasse (duodécimo) para a Assembleia passa de R$ 11 milhões por mês. Segundo as denúncias, Puccinelli recebia "mensalão" de R$ 2 milhões, o MPE R$ 300 mil, o TJ-MS R$ 900 mil e os deputados ficavam com o restante. Conforme a denúncia, os pagamentos foram feitos até agosto deste ano, antes do esquema ser "vazado" pelo deputado Ary Rico (PSDB), em vídeo divulgado pela internet em setembro.

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