CNI/Ibope: avaliação do governo Dilma piora ante junho

Mesmo com o início da recuperação da popularidade do seu governo a partir de julho, a presidente Dilma Rousseff teve uma queda da sua aprovação em todas as regiões brasileiras na comparação com junho. A pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira, 27, revelou que no Sudeste, em junho, aqueles que consideravam ótima ou boa a sua gestão eram 48%. Na sondagem deste mês, caiu para 35%.

RICARDO BRITO E DAIENE CARDOSO, Agência Estado

27 de setembro de 2013 | 13h45

Contudo, as maiores quedas, de 22 pontos porcentuais, foram registradas nas regiões Norte/Centro-Oeste e no Sul. No Norte/Centro-Oeste, o índice caiu de 56% para 34% no período. No Sul, baixou de 53% para 31% - esse é o menor patamar em relação a todas as regiões brasileiras. No Nordeste, a queda foi de 20 pontos porcentuais, de 66% para 46% - ainda assim essa região garante a presidente sua melhor avaliação de governo.

A diminuição dos índices de avaliação positiva do governo Dilma também é registrada entre aqueles com renda familiar inferior a um salário mínimo. Entre eles, 47% avaliam o governo como bom ou ótimo - a sondagem anterior registrava 65%. No caso das famílias que ganham acima de 10 salários mínimos, ocorreu o inverso: subiu de 37% para 42% o número de entrevistados que avaliam positivamente a gestão Dilma.

Essas mudanças foram registradas em relação aos levantamentos feitos periodicamente pela CNI/Ibope a cada três meses. Em julho, logo após o auge das manifestações, a entidade fez excepcionalmente uma pesquisa que apontou piora geral na aprovação do governo. De julho para agora, portanto, houve melhora.

Aprovação pessoal

A aprovação pessoal da presidente também sofreu queda no período anterior às manifestações para o mês de setembro nas cinco regiões. No Norte/Centro-Oeste caiu de 69% para 53%, no Nordeste despencou de 84% para 64%, no Sudeste de 64% para 50% e no Sul de 72% para 47%.

Considerando a renda dos entrevistados, entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, houve um ligeiro aumento na aprovação de Dilma: de 50% para 54% em três meses. Já os que ganham até um salário mínimo, houve uma queda significativa: de 79% para 66%.

O último levantamento foi realizado entre os dias 14 e 17 de setembro, com 2.002 pessoas entrevistadas em 142 municípios.

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