CNI/Ibope: 53% estão descontentes com segurança

Um total de 53% dos entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje, está descontente com a segurança pública. Os que consideram "ruim" a segurança no País são 22%, e os que a qualificam de péssima, 31%. A avaliação positiva é de apenas 18%: somente 3% acham que a segurança é "ótima", e 15% responderam que é "boa". O descontentamento maior com as condições de segurança está entre os consultados de renda mais alta. Entre os que ganham mais de dez salários mínimos, 55% consideraram "péssimas" as condições, enquanto entre os mais pobres (que ganham até um salário mínimo), o porcentual é de 30%.Quanto ao tipo de atitude que as autoridades deveriam adotar para diminuir a violência, o levantamento mostra que os mais pobres querem mais repressão, e os de maior renda defendem a adoção de ações sociais. Dos que ganham mais de dez salários mínimos, 52% dizem acreditar que mais investimentos em educação e formação profissional para os jovens melhorariam a situação; dos que recebem até um salário mínimo, 39% esperam mais policiamento e mais rigor na punição aos criminosos. Entre os mais ricos, 17% pedem mais repressão. Já as ações sociais, entre os mais pobres, são defendidas por 37%.Outros tipos de ações defendidas pelos entrevistados para reduzir a violência são: combate ao tráfico de drogas (48%), combate à corrupção na polícia (34%), leis mais rigorosas para punição dos infratores (31%), atuação mais firme e rápida da Justiça (25%), combate à venda e ao porte ilegal de armas (17%) e construção de novos presídios (7%). Nessa lista de ações, os que mais defendem o combate ao tráfico são os mais pobres (56%). Entre os que ganham mais de dez mínimos, a defesa desse combate é feita por 41%. A defesa do combate à corrupção é de 37% entre os mais ricos e de 30% entre os de renda menor. Pregam a melhoria no policiamento 31% dos que ganham mais de dez salários e 36% dos mais pobres (até um mínimo). Leis mais rigorosas estão na expectativa de 35% das pessoas de maior renda e de 24% das de menor poder aquisitivo. Melhor atuação da Justiça é a reivindicação de 36% dos brasileiros que ganham mais de dez mínimos e de 19% dos mais pobres. O combate à venda e ao porte ilegal de armas é o que pregam 7% do primeiro grupo e 20% do segundo.

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