CNI: eleição não deve tumultuar mercado como em 2002

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), disse hoje que as eleições presidenciais em 2010 "seguramente não terão nem de longe" o nervosismo que foi verificado no mercado financeiro em 2002. Naquela época, o receio quanto à política econômica que seria adotada pelo PT caso vencesse as eleições provocou uma crise dos mercados que disparou o dólar e o risco Brasil. A situação só foi contida depois que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva lançou a "Carta ao Povo Brasileiro", na qual se comprometia em preservar os principais pilares da política macroeconômica em vigor.

LEONARDO GOY E SANDRA MANFRINI, Agencia Estado

15 de dezembro de 2009 | 13h55

"Não há razão para os mercados precificarem risco no processo sucessório. Os dois principais candidatos têm convergências quanto a pontos essenciais da política macroeconômica, como o regime de metas de inflação, a prática de uma política fiscal responsável, a obtenção de superávit primário e um câmbio flutuante", disse Monteiro Neto, em coletiva para divulgação das projeções da CNI para 2010, realizada em Brasília.

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