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CNE discute criação de curso superior tecnológico

A criação de cursos de nível superior tecnológicos, em estudo pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), foi bombardeada nesta quinta-feira por representantes de conselhos de classes da área de saúde. Para eles, os cursos formarão ?subprofissionais? por oferecer carga horária inferior à da graduação.Ao contrário da maioria, o diretor-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio de Janeiro, Marco Antônio Lucide, apoiou os novos cursos. Ele acusa os conselhos de se oporem à proposta apenas para defender o mercado de trabalho.O diretor lamenta o ?corporativismo? e argumenta que o Brasil não pode esperar que um profissional leve de cinco a seis anos para se formar. Segundo ele, 40% dos alunos do Cefet-RJ são egressos de cursos de graduação. ?Um engenheiro elétrico não arruma emprego e volta para estudar tecnologia em fibra ótica?, exemplifica, e garante que ninguém quer invadir competências.Os cursos de nível superior tecnológico, diz, limitam-se a disciplinas afins ao exercício profissional, estimulando o espírito empreendedor. ?Os tecnólogos acabam abrindo empresas.? Para o presidente do Conselho Federal de Odontologia, Miguel Nobre, a proposta é um lobby das faculdades privadas, que estariam interessadas em faturar mais, sem se preocupar com a qualidade do ensino.Na sua área, ele prevê a formação de ?subdentistas?, que disputarão um mercado saturado: cerca de 13 mil novos profissionais se formam a cada ano. Ele diz que o País tem um dentista para cada mil pacientes, um dos melhores índices do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.Nobre reconhece, no entanto, que 32 milhões de brasileiros nunca passaram pela cadeira de um dentista, porque o profissional não chega a regiões menos desenvolvidas. A representante do Conselho Estadual de Educação, Maria Luiza Zanirato, questiona como será o controle sobre as particulares, que, pelo projeto, em estudo no CNE estariam dispensadas de autorização prévia para oferecer tais cursos.Ela defende a apresentação de um projeto pedagógico que justifique a carga horária mínima e mais critério na análise da necessidade de criação de outros cursos. ?É preciso ver a real demanda da sociedade?, diz.

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