CNBB denuncia morte de 499 índios entre 2003 e 2010

A Conferência Nacional dos Bispos Brasil (CNBB) afirmou ontem, em nota de sua 49ª Assembleia Geral, reunida em Aparecida (SP), que 499 índios foram assassinados em conflitos de terra, no País, entre 2003 e 2010, e 748 estão presos atualmente "porque, diante de questões não resolvidas, são levados ao desespero e à agressividade". Pelo menos 60 lideranças indígenas, segundo os bispos, respondem a processos em consequência de sua atuação em defesa de seus territórios.

EQUIPE AE, Agência Estado

13 de maio de 2011 | 12h02

"Esse quadro tende a se agravar, diante da paralisação dos procedimentos de demarcação de novas terras e do avanço dos mais de 400 empreendimentos que atingirão terras já demarcadas", diz a "nota de compromisso solidário da CNBB com a causa indígena no Brasil", conforme é titulada.

Segundo o documento, cerca de 90 povos indígenas, de um total de mais de 250 existentes no País, permanecem em situação de isolamento voluntário. "Vivem no meio da floresta, mas têm suas vidas ameaçadas pelos grandes projetos governamentais, muitos deles parte do PAC".

A CNBB afirma que, com a divulgação dessas denúncias, pretende sensibilizar a sociedade e chamar a atenção do governo federal para que cumpra o seu dever de demarcar e proteger todas as terras tradicionalmente ocupadas, conforme estabelece o artigo 231 da Constituição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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