CNBB defende CPI da corrupção

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou hoje nota intitulada "Pela Ética e Dignidade na Política", na qual defende a investigação das denúncias de que haveria corrupção nos três poderes da República. Na nota, a CNBB prega a apuração imediata e transparente das denúncias, "utilizando-se os instrumentos legais de que dispõe a sociedade, entre eles a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)".Ontem o advogado-geral da União, Gilmar Mendes, esteve na CNBB e disse ao presidente, dom Jayme Chemello, que a CPI não é a melhor forma de se apurarem as denúncias. Chemello declarou, em entrevista, que a os bispos brasileiros acompanham "estarrecidos a corrupção, que, segundo ele, é "uma realidade endêmica".Ele acrescentou que os três poderes, inclusive o Congresso Nacional, devem investigar a corrupção, porque, segundo ele, pode-se chegar ao ponto de o Congresso ser fechado e ninguém reclamar, como já aconteceu no passado. Chemello discordou da avaliação do governo de que a CPI significa um risco de desestabilização do País. A corrupção, no entender do bispo, causa mais estrago do que qualquer CPI. "Quando deixamos a corrupção caminhando, (isso) abala tudo", afirmou o presidente da CNBB. "É muito dinheiro que vai para paraísos fiscais, e o povo fica passando fome", reclamou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.