CNBB cobra verbas para presídios

A CNBB cobrou hoje do governo uma revisão geral do sistema prisional brasileiro e condições mais dignas para os presos. Segundo o presidente da CNBB, dom Jayme Chemello, as rebeliões nos presídios paulistas "mostraram um preocupante esquema de articulação e o grito da população carcerária por um tratamento mais digno". O motim do domingo atingiu simultaneamente 29 unidades do Estado de São Paulo. De acordo com Chemello, o governo seria o principal culpado pela situação nos presídios, "uma vez que não libera os recursos previstos para o setor". "É inaceitável que recursos financeiros, destinados constitucionalemnte a soluções humanas e técnicas do sistema prisional, sejam retidos para satisfazer a interesses políticos e compromisso com o sistema financeiro internacional", criticou dom Jayme. Para ele, o governo deveria rever sua política carcerária, de forma a permitir condições mais dignas aos presos. Em nota à imprensa, a CNBB propõe uma revisão geral do sistema penitenciário do País, de forma a oferecer penas alternativas, no caso de crimes de menor porte. A CNBB quer, ainda, que o governo aumente o número de presídios, ofereça trabalho e educação básica aos presidiários. "É preciso garantir condições mais humanas aos presos", disse Chemello, para quem essas medidas seriam indispensáveis para propiciar a "plena reabilitação" daqueles que cumprem pena.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.