CNBB adverte para genocídio em MS

A direção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cobrou ontem do governo medidas que levem à imediata demarcação e homologação das terras reivindicadas pelos índios guaranis no Mato Grosso do Sul. Para os representantes do episcopado, a medida, garantida pela Constituição, é fundamental para a sobrevivência daquele grupo, que estaria sendo vítima de "flagrante violação de direitos humanos".

AE, Agência Estado

01 de dezembro de 2011 | 08h22

Na manifestação, por meio de nota oficial, os bispos também advertiram o governo sobre a possibilidade de genocídio. "Para além de declarações oficiais de solidariedade, o momento e as circunstâncias exigem ações concretas, do contrário, pode-se estar contribuindo para a morte de um povo por omissão ou negligência. O não cumprimento dos parâmetros constitucionais neste caso, configura-se como genocídio", diz o texto.

A declaração foi motivada pelo ataque ocorrido no dia 18 a um acampamento de guaranis, entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã. Na ocasião, segundo relato dos índios, um grupo armado teria matado a tiros o cacique Nísio Gomes e sequestrado outras duas pessoas. Até hoje o corpo do cacique não tinha sido encontrado e a polícia também não dispunha de informações sobre o paradeiro dos sequestrados.

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