CNA pede aprovação do texto que altera Código Florestal

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, ampliou o movimento de convencimento para que os deputados aprovem o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) que altera o Código Florestal, previsto para ser votado em meados do próximo mês. Segundo a senadora, caso o documento de Rebelo não seja aprovado, a agricultura brasileira diminuirá sua área plantada em 20 milhões de hectares nos próximos 10 anos.

CÉLIA FROUFE, Agência Estado

15 de fevereiro de 2011 | 17h29

Em reunião com secretários de agricultura de vários Estados, na tarde de hoje, em Brasília, Kátia pediu claramente que eles apresentassem os argumentos favoráveis à aprovação do projeto a seus deputados. Mais do que isso, convocou os presentes a convencerem os governadores de seus Estados a enviar uma carta à Casa Civil e à própria presidente Dilma Rousseff abordando o tema. A presidente da CNA promete não parar por aí. Ela quer fazer o mesmo trabalho, em até 20 dias, com os secretários estaduais de Meio Ambiente.

A via crucis da senadora contará também com visita às redações dos principais jornais do País, entre eles o Estado de S. Paulo, nos próximos dias, para expor seus argumentos. "Vamos votar e sinto que os ambientalistas estão com medo, por isso, estão tentando postergar a votação", disse aos secretários.

Conforme Kátia, a CNA fez um "árduo trabalho" de convencimento nos últimos dois anos a favor da alteração da lei do Código Florestal, que é de 1965. "Nossa opção foi pela ciência", defendeu. Para ela, os representantes de organizações não governamentais (ONG) têm apresentado argumentos pautados apenas pela ideologia. "Eles são contrários à agricultura brasileira e defendem seus países", disse, citando a Holanda e a Inglaterra como exemplos.

Durante o encontro, a senadora elogiou o trabalho da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e disse que ela não é uma "radical". Ao final da reunião, a presidente da CNA avaliou que os secretários mostraram-se dispostos a colaborar, apesar de muitos deles serem de partidos diferentes: da base governista e da oposição. "Não encontrei até agora nenhum que fosse contrário ao relatório do deputado Aldo".

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