CLT não deve ser votada agora, defende CNBB

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), Jayme Henrique Chemello, defendeu hoje mudanças na legislação trabalhista, mas disse que elas não deveriam ser votadas agora, já que os trabalhadores estão fragilizados, com medo de perder seus empregos. "Eu acho que a CLT tem de ser mexida, mas não sei se a oportunidade melhor é essa", observou. Chemello admitiu que não conhece detalhadamente o projeto de lei que está em discussão na Câmara. "Mas, pela polêmica, vejo que a situação não está tão clara, e o trabalhador também está inquieto", explicou o presidente da CNBB. Ele afirmou que a legislação trabalhista não pode ser pensada apenas sob o ângulo do empregado e nem somente de acordo com os interesses do empregador.Em documento divulgado esta tarde, a entidade afirma que deve ser priorizada a criação de postos de trabalho. "É fundamental para a realização humana o direito ao trabalho", sustenta a CNBB. "Os partidos não podem ignorar a voz do povo, que pede geração de novos empregos, mediante investimentos na construção de moradias populares e no saneamento, e incentivo às cooperativas e aos mutirões", sugere a entidade.

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