Clima é tenso em ocupação do MST no Rio Grande do Sul

A situação permaneceu tensa durante esta segunda-feira, na área da fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul, região Norte do Rio Grande do Sul, invadida na última terça-feira por cerca de 1,8 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Eles continuam instalados no local, vigiados por um contingente de 50 soldados da Brigada Militar.O juiz substituto da 3ª Vara Cível de Carazinho, Orlando Faccini Neto, expediu ordem de reintegração de posse da área de 7 mil hectares no sábado, mas a Brigada alega que precisa de tempo para montar uma operação de desocupação em função do tamanho da propriedade e do número de sem-terra acampados no local. Na tarde desta segunda-feira, o coronel Valdir Cerutti, que comanda a Brigada Militar na região, sobrevoou a área invadida. No entanto, ele preferiu não estimar um prazo para o cumprimento da ordem judicial. Os sem-terra, que já construíram casas e uma escola na área invadida, querem o assentamento de 350 famílias na fazenda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.