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Clima de velório e vingança dominam sessão de julgamento de Demóstenes

Um plenário mais silencioso que o habitual e com o desejo de vingança de alguns colegas o Senado julga se Demóstenes Torres (ex-DEM/sem partido-GO) deve perder o mandato. A expectativa de parlamentares dos mais diferentes partidos é que não chegue a 20 os que fiquem ao lado do colega em julgamento. Para cassar o mandato de Demóstenes é necessário

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

11 de julho de 2012 | 12h05

obter 41 votos entre os 80 senadores presentes. Somente Clóvis Fecury (DEM-MA) não está presente por estar licenciado.

Para um senador do PT, o clima é similar a de um velório porque Demóstenes era visto antes da divulgação de seu relacionamento com o contraventor Carlinhos Cachoeira como o mais preparado entre os parlamentares. Para ele, ao cooptá-lo Cachoeira mostrou a audácia do crime organizado.

O ressentimento de alguns colegas também é mencionado como motivo para cassação. Implacável com os adversários, Demóstenes é visto por muitos como arrogante. “Tem muita gente que foi humilhado por ele em diversas

situações e não perdoam”, diz um líder aliado.

Outro parlamentar relata que foi procurado pelo colega ainda nesta semana para a entrega da defesa, que Demóstenes mandou a todos. Em uma rápida conversa o senador passava a impressão que já se considera cassado.

Demóstenes está toda a sessão ao lado do advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Poucos senadores foram até sua cadeira para cumprimentá-lo. Em breve, ele terá o direito de manifestar sua defesa numa última tentativa de reverter o cenário desfavorável.

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