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Citado na delação, Jader Barbalho chama Machado de 'criminoso'

O senador peemedebista diz ainda que cortou relações com o ex-presidente da Transpetro muito antes de o delator denunciá-lo na Operação Lava Jato

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2016 | 19h25

BRASÍLIA - Citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) chamou Sérgio Machado de "criminoso" e "estrume". "Eu não leio sobre estrume, que é o que esse criminoso é. Não perco o meu tempo", afirmou o parlamentar ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Estadão Conteúdo. Barbalho disse ainda que cortou relações com o delator muito antes de ele denunciá-lo na Operação Lava Jato. "Não falo com esse estrume, sou incompatibilizado com essa figura há muitos anos."

Barbalho acusou Machado de fazer o acordo de delação premiada para "sair com o dinheiro que roubou da Transpetro para beber vinho com filhos na Europa". O senador afirmou que as denúncias de Machado estão se "auto-desmoralizando" diariamente e que não está preocupado com as consequências da delação. Para ele, "não muda nada".

Questionado se as denúncias de Machado aos caciques do PMDB, incluindo a citação ao presidente em exercício Michel Temer, poderiam afetar o governo, o senador negou. "Não afetam coisa nenhum. A única coisa que muda é que as pessoas vão dar mais atenção à essa m.... Acho possível que amanhã ele acabe envolvendo o papa Francisco, pois o show da vagabundagem tem que continuar", ironizou, ao dizer que a delação envolve parlamentares de diversos partidos.

Segundo Machado, os pedidos de doações eram repassados por ele a empreiteiras contratadas pela estatal do petróleo. O PMDB, responsável pela indicação de Machado, teria arrecadado R$ 100 milhões. Entre os políticos que teriam pedido doações, afirmou o delator, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA), além do ex-presidente da República José Sarney.

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