Citado em ligação, Lobato nega conhecer amante do governador do AP

'Sou um jornalista polêmico, mas não estou envolvido com esse grupo e com desvios', disse

Bruno Paes Manso, de O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 19h19

AMAPÁ - O Estado ouviu nesta sexta-feira, 17, o jornalista amapaense Carlos Lobato, citado em inquérito da Polícia Federal durante interceptações feitas no telefone de Livia Bruna Gato de Melo, amante do governador Pedro Paulo Dias (PP). Servidora na Secretaria Estadual de Saúde, nas conversas Lívia fala com uma amiga sobre suposta propina dada ao jornalista para falar bem do governador.

Lobato, que chegou também a ficar detido cinco dias durante a Operação Pororoca em 2004, nega conhecer Lívia e sua interlocutora.

Sobre a Operação Pororoca, ele afirma que o Ministério Público Federal pediu sua absolvição e que não foi constatado nenhum envolvimento dele com o grupo acusado de desviar verbas federais. Na Operação Mãos Limpas, Lobato disse ter sido chamado pela PF só para prestar esclarecimentos. O telefone de Lobato chegou a ficar grampeado nas investigações. Mas o delegado pediu que o grampo não continuasse. "Sou um jornalista polêmico. Mas não estou envolvido com esse grupo e com desvios", disse.

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