Citado em investigação sobre Cachoeira, assessor de Agnelo deixa cargo

Grupo ligado ao contraventor menciona pagamento a chefe de gabinete do governo do DF, Cláudio Monteiro, em conversas gravadas pela PF

10 de abril de 2012 | 23h30

Cláudio Monteiro, chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, deixou o cargo na noite desta terça-feira, 10, após a revelação de trechos de conversas que indicariam seu envolvimento com grupo ligado ao contraventor Carlinhos Cacheira. As gravações feitas pela Polícia Federal constam em inquérito sobre exploração ilegal de jogo do bicho e caça-níqueis. Nas conversas, o grupo negociaria pagamento de propina, conforme mostrou o Jornal Nacional.

Cláudio Monteiro nega ligação com Cachoeira, preso desde fevereiro, e afirmou que se afastou para se defender das acusações. A Polícia Federal não confirmou se o ex-chefe de gabinete recebeu o dinheiro mencionado nas conversas, gravadas com autorização judicial.

As investigações realizadas pela Polícia Federal indicam a ligação de Cachoeira com parlamentares, que receberiam dinheiro em troca de informações sigilosas de interesse do contraventor. Entre os citados estão o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e outros quatro deputados.

Nesta terça-feira, o Conselho de Ética do Senado abriu processo para investigar Demóstenes e o Congresso anunciou a criação de uma CPI mista para averiguar as relações entre Cachoeira e os políticos mencionados. O Supremo Tribunal Federal (STF) também abriu inquérito sobre o caso.

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