Citadas disseram que doações para ministros de Temer foram legais

Empresas como a Odebrecht, a OAS e a Andrade Gutierrez doaram a 12 dos escolhidos pelo presidente interino

Valmar Hupsel Filho/Brasília, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2016 | 03h00

As empresas citadas na Lava Jato que fizeram doações a 12 ministros do presidente interino Michel Temer foram contatadas por telefone, email ou via assessoria de imprensa, mas não houve resposta até a conclusão desta edição. Quando questionados sobre o assunto, já afirmaram que as doações de campanha estão dentro do que determina a legislação eleitoral.

Em março, quando a Polícia Federal encontrou a planilha na residência de Benedicto Barbosa Silva Junior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, com nomes de políticos relacionados a valores, alguns citados na lista afirmaram ao Estado que receberam doações legais da empresa.

Em nota, quando foi divulgada a planilha, a Odebrecht afirmou na ocasião que a empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso “colaborando com os esclarecimentos necessários”.

A Andrade Gurtierez e a OAS foram procuradas por email, mas não responderam.

Políticos. Entre os novos ministros, o então deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), atual titular das Cidades, foi um dos que se manifestou à época. Ele disse que as citações a seu nome na lista são referentes às campanhas eleitorais de 2010 e 2012. Ele afirmou que o próprio juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na primeira instância, ressaltou que a lista apresentada também traz no seu bojo diversas doações eleitorais registradas. “É o nosso caso”, afirmou. “É preciso separar o joio do trigo.”

Na época da divulgação de gravações da OAS, o atual ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, disse que todas as doações para sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte “foram legais e estão disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral, como determina a lei”. Ele refutou “qualquer ilação baseada em premissas equivocadas ou interpretações absurdas”.

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