Cirurgia de mama será coberta por plano de saúde

Planos e seguros de assistência à saúde poderão ser obrigados a cobrir cirurgias reparadoras de mama, quando a mutilação for causada por tratamento de câncer. É o que determina projeto de lei aprovado nesta quarta-feira pelo Senado e que seguirá para sanção presidencial nos próximos dias. "Como se trata de cirurgia estética, esse procedimento sofre todo tipo de restrição pelos planos de saúde", disse o senador Tião Viana (PT-AC), relator do projeto no Senado. A proposta foi apresentada inicialmente na Câmara pela deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ). Citando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Viana informou que 32 mil mulheres deverão ter câncer de mama este ano - estão previstas 8.600 mortes por causa da doença.Segundo o senador, 42% dos casos verificados no País são diagnosticados tardiamente. Isso leva a cirurgias mais radicais, que acabam exigindo depois intervenções de reconstrução de mama. "Existe um descompromisso com a prevenção", criticou Viana. Segundo ele, menos de 30% das mulheres brasileiras fazem o auto-exame mensal e menos ainda consultam o ginecologista, uma vez a cada dois anos, depois dos 40 anos de idade. O senador destacou que o câncer de mama tem efeitos psicológicos, sexuais e familiares nas pacientes, além do evidente risco de vida."O projeto é inovador do ponto de vista jurídico, pois, em meio a uma relação da empresa com o cliente, o Estado interfere para garantir o direito do cidadão", observou ele, lembrando que a Agência Nacional de Saúde Suplementar está realizando audiências públicas para discutir os tratamentos e doenças que podem ser excluídas dos seguros e planos de saúde.

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