Ciro vê 'conspiração' para impedir candidatura de Dilma

Deputado diz que oposição quer 'difamar' a ministra com a história do dossiê com os gastos de FHC

WÁLMARO PAZ, Agencia Estado

07 de abril de 2008 | 16h50

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) acredita que há o movimento de "uma máquina clandestina", com epicentro na imprensa de São Paulo, para desmoralizar e difamar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo ele, o objetivo seria o de impedir que ela seja candidata à Presidência da República. Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta segunda-feira, 7, Ciro afirmou acreditar que esse movimento ainda trabalharia para não deixar que Dilma se apresente para um "verdadeiro julgamento popular". As declarações referem-se ao suposto dossiê que teria sido feito na Casa Civil sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso.     Veja Também:  PF vai investigar vazamento de dados de FHC   Oposição critica PF e chama de 'farsa' investigação   PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Garibaldi deve instalar CPI dos Cartões no Senado amanhã Dilma anuncia auditoria e fala em ação da PF sobre vazamento Entenda o que é e como funciona o ITI Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Forúm: Quem ganha e quem perde com a CPI?   Ciro afirmou estar seguro para afirmar que o que está por baixo é "esta ação clandestina difamatória contra a ministra Dilma". "Volto a dizer: (Dilma) é uma mulher de grande valor, que se dedica 24 horas por dia à causa do povo brasileiro", disse o deputado. Mesmo afirmando que há um movimento contra a ministra, o deputado defende investigações sobre o vazamento de informações do governo FHC. "E isso não quer dizer que eu não ache que deva ter um esclarecimento de todas estas coisas." Nesta segunda-feira, a Polícia Federal anunciou abertura de investigação do vazamento, mas não do responsável pela elaboração do dossiê. Segundo ele, a Casa Civil hospeda informações sobre gastos do governo e, aí, não há escândalo de corrupção. "Em minha opinião, o que há são contas advindas das mordomias do poder brasileiro, que chocam a opinião pública", disse. Ele explicou que a Casa Civil, ao hospedar as informações, tem o dever funcional de nominá-las.VejaO deputado ainda denunciou a revista Veja como a "ponta de lança" do esforço difamatório por ter denunciado o suposto dossiê. Para ele, quem entregou as informações à revista foi o senador Alvaro Dias (PSDB-PR). "Já está esclarecido, foi o senador Álvaro Dias, um radicalizado opositor do governo Lula, quadro do PSDB". Ele ainda afirmou que "não passa pela cabeça de ninguém" que Dilma tenha aberto o suposto dossiê ao senador como uma tentativa de difamar o ex-presidente FHC.Ciro Gomes se recusou a comentar sobre um terceiro mandato para o presidente Lula. "Só opinarei sobre este assunto quando ele deixar de ser especulação". Para ele, o Brasil erra ao antecipar o debate sobre a sucessão. "A culpa maior é dos políticos, mas a imprensa é livre e deveria estar denunciando estas especulações", afirmou. Ciro Gomes está na capital gaúcha para participar do Fórum da Liberdade, que inicia esta noite com o tema "Agora, quem é o Mercado?".

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