Ciro se dispõe a ser testemunha de defesa de Azeredo no STF

'Juntando a fragilidade das provas e pelo que conheço de sua vida honesta, ele não se envolveu', disse

FÁTIMA LESSA, Agencia Estado

04 de dezembro de 2009 | 19h32

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) disse nesta sexta-feira, 4, que não acredita no envolvimento do senador Eduardo Azeredo (PSDB) no caso que ficou conhecido como mensalão tucano. "Juntando a fragilidade das provas apresentadas - o documento citado contra ele é falso - e pelo que conheço de sua vida honesta, ética, tenho segurança que ele não se envolveu de jeito nenhum", disse. Ciro acrescentou que estaria disposto a ser testemunha do tucano no processo criminal aberto na quinta-feira, 3, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

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Ciro também disse ter ficado comovido com o senador, que tem declarado ser inocente. Segundo o deputado, estaria havendo uma confusão entre mensalão e caixa dois. "A acusação é caixa dois e nela não tem provado a participação do Azeredo". A denúncia se refere, segundo ele, à época em que o tucano foi candidato ao governo e perdeu. "Conheço sua seriedade, sua compostura e sei de sua ética", destacou. Azeredo será julgado pelo STF por suspeita de envolvimento com os crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

O deputado esteve nesta sexta-feira em Cuiabá no lançamento do movimento "Mato Grosso Muito Mais" que visa traçar propostas e estratégias do seu partido para as eleições de 2010 no Estado. Ciro reafirmou que é pré-candidato a presidente em 2010, independente dos rumos que o PT tome. "Serei um candidato cordial com Aécio, Marina e Dilma", disse, num claro sinal de que irá polarizar com Serra caso dispute a mesma vaga que o tucano. Ele defendeu também a candidatura do empresário e presidente da Federação Matogrossense da Indústria (Fiemt), Mauro Mendes (PSB), ao governo do Estado.

Ciro não descartou uma eventual candidatura ao governo do estado de São Paulo. Entretanto, disse que "não gostaria de sair". Segundo ele, a mudança de domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, a pedido de Lula, "desmontou o castelo de cartas de Serra", afirmou, acrescentando que "em política nunca se usa o termo descartado".

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