Ciro questiona credibilidade das pesquisas

O presidenciável pelo PPS, Ciro Gomes, pôs em dúvida a credibilidade das pesquisas eleitorais e tentou minimizar a queda que vem sofrendo nos últimos levantamentos. Nas pesquisas, segundo ele, "há variáveis pecaminosas". "Boa parte dos institutos hoje trabalha para os partidos, para nós, políticos, para nós, candidatos. Infelizmente no Brasil tem sido um inferno aqui, ali, alguns institutos a serviço da gente, que fazem o que a gente manda, botam o número que a gente quer", afirmou.A declaração de Ciro foi feita ao comentar queda de dois pontos porcentuais registrada na pesquisa DataFolha, divulgada ontem. O presidenciável, no entanto, não se referiu a nenhum instituto específico ao fazer a avaliação. No levantamento, Ciro aparece com 12%, ante 14% da pesquisa anterior.Para o presidenciável, as pesquisas são retratos do momento. "Toda pré-campanha você tem isso. Há momentos de grande e intensa oscilação por conta de algumas variáveis, a maior parte delas veniais, mas algumas delas pecaminosas", disse. "O que conta é não ter euforia e depressões." Ciro esteve hoje em São Paulo acompanhado da namorada, a atriz Patrícia Pilar. O presidenciável disse ainda que considera "justo" o ministro da Saúde, José Serra (PSDB), pensar que tão logo o candidato governista seja definido o PSDB deve crescer nas pesquisas. "Se ele (Serra) não pensasse assim, ele teria que desistir." Ciro, no entanto, afirmou que com a aproximação dos debates e "quando se desinterditar a desobstrução da grande mídia aos candidatos que são inconvenientes ao sistema?, os candidatos da oposição vão crescer. "E entre eles o que mais crescerá sou eu. Mas eu ou o Serra podemos estar tendo uma ilusão de ótica, confundido nosso próprio interesse com o que vai ser realidade", disse.O ex-ministro da Fazenda afirmou que o quadro eleitoral só estará completado quando PMDB e PSDB se definirem e após o dia 2 de abril, quando termina o prazo para governadores e ministros se descompatibilizarem para disputar as eleições. "Só a partir daí teremos a verdadeira campanha."Durante palestra para empresários, promovida pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), Ciro voltou a criticar a política econômica do governo federal. Disse que o modelo em vigor é "errado". "Mas não estou falando das pessoas e sim do modelo", frisou. O presidenciável disse que o Brasil precisa recuperar "sua autonomia em matéria de propriedade intelectual, ainda que isso gere tensões em relação ao estrangeiro", além de recuperar a autonomia com política agrícola.Para ele, o crescimento do País é conseqüência "de uma equação cruelmente prática onde só há crescimento se há investimento, e só há investimento onde houver poupança".

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