NELSON ALMEIDA / AFP
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Ciro não vai a ato unificado de 1º de maio em São Paulo

Presidente do PDT, Carlos Lupi negou o motivo da ausência seja a presença do PT

Pedro Venceslau, Ricardo Galhardo e Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 12h23
Atualizado 02 de maio de 2019 | 10h06

O candidato derrotado do PDT à Presidência, Ciro Gomes, não foi ao ato unificado das centrais sindicais em celebração pelo Dia do Trabalho, nesta quarta-feira, 1º, em São Paulo. Segundo a organização, Ciro havia confirmado presença no evento, mas cancelou a participação.

De acordo com o presidente da Central de Sindicatos Brasileiros (CSB) e candidato derrotado ao Senado pelo PDT, Antonio Neto, o ex-presidenciável não estava bem de saúde.

Já o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que o ex-ministro teve de acompanhar o filho mais novo em exames médicos, mas admitiu que o motivo da ausência é político. “Ele achou oportuno não vir. Isso é um ato dos trabalhadores e dos sindicatos. Como ele foi candidato a presidente poderia parecer eleitoral.”

Lupi negou que o motivo da ausência seja a presença de integrantes do PT no evento. Ciro tem adotado uma estratégia de seguir um caminho separado dos petistas. “Participo de vários atos com o PT”, disse o dirigente.

Sem citar o evento, Ciro usou o Twitter para se manifestar neste 1.º de Maio. “Os ataques aos direitos das trabalhadoras e trabalhadores pede mobilização e ação”, escreveu. “As centrais sindicais têm um papel importante de ajudar nosso povo a se informar dos danos que essa proposta (da reforma da Previdência) causará, principalmente aos mais pobres. Que este dia do trabalho seja de informação, debate e organização da resistência. Lutemos!”

Outros dois candidatos derrotados compareceram ao ato, Guilherme Boulos (PSOL) e Fernando Haddad (PT). Boulos lamentou a ausência do pedetista. “O Ciro deveria estar aqui. Pena que não pôde vir, seria muito importante”, afirmou.

O líder do MTST tenta convencer Ciro a participar da Unidade Progressista, grupo do qual fazem parte Haddad, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB). Haddad minimizou a ausência. “Ciro não veio mas o Lupi veio.”

Apesar do discurso de unidade, foram registradas vaias vindas do setor onde estavam militantes da CUT contra o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, e dirigentes de outras centrais. 

Dezenas de lideranças políticas de esquerda compareceram ao ato como os líderes sem-terra João Pedro Stédile e João Paulo Rodrigues, os deputados petistas José Guimarães, Arlindo Chinaglia e Carlos Zaratini, entre outros.

Embora o foco das manifestações seja a reforma da Previdência, os participantes levaram várias pautas políticas em oposição ao presidente Jair Bolsonaro e em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   

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