Ciro não crê em instalação de CPI para investigar ex-assessor

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira que não crê na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso para apurar o caso Waldomiro Diniz, ex-assessor do Planalto. Na avaliação do ministro, que participou da solenidade de recepção do presidente do Líbano, general Emile Lahoud, no Palácio do Planalto, as providências necessárias já foram tomadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com a abertura de inquérito na Polícia Federal e o acompanhamento da questão pelo Ministério Público. "Quem está querendo levantar suspeição sobre um homem digno como o José Dirceu (o ministro da Casa Civil) ou arranhar a imagem do presidente, vai dar com os burros na água", afirmou Ciro. O ministro afastou a possibilidade de o governo estar planejando uma vingança contra "setores da política que tentaram sangrar o PT em praça pública". "Um homem de Estado não se vinga; cumpre a lei e vigia o interesse o público." Para o ministro, "é indisfarçável que há em alguns setores da política uma vontade imensa de deslustrar a imagem de ética do PT, uma indisfarçável tentativa de vingança e de uma deplorável tentativa de afirmar tese de que é tudo farinha do mesmo saco".O ministro classificou como a relação de uma família o relacionamento do governo com o ex-assessor de assuntos parlamentares Waldomiro Diniz . "O fato de alguém de sua confiança quebrar essa confiança é um fato que está na família, quando a mulher não sabe que o marido trai, o marido não sabe que a mulher o traiu ou os pais, que às vezes não sabem que o filho usa drogas". Para Ciro, o interesse dos adversários do PT e do governo é hipervalorizar o episódio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.