Ciro Gomes é nome forte para assumir BNDES no governo Dilma

De acordo com fonte ligada à Dilma, mesmo depois de ter sido alijado da disputa presidencial, Ciro continuou aliado fiel e atuou na campanha

Daiene Cardoso e Elizabeth Lopes/SÃO PAULO, Agência Estado

11 de novembro de 2010 | 18h51

Começa a ganhar força nas discussões da montagem do novo governo da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) a indicação do nome do deputado Ciro Gomes (PSB) para assumir a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com uma fonte com acesso à Dilma, mesmo depois de ter sido alijado da disputa presidencial a pedido do presidente Lula, Ciro continuou um aliado fiel e no segundo turno atuou na coordenação política da campanha da petista. Por isso, deve ser contemplado com um cargo na nova administração.

 

De acordo com esse interlocutor, a presidente eleita também acredita que Ciro possa dar uma contribuição ao setor, pois tem boa formação e pulso firme, qualidades consideradas necessárias para gerir o órgão. Além disso, é adepto da linha desenvolvimentista, perfil que Dilma pretende buscar na composição de seus colaboradores. De acordo com uma liderança do PSB, Ciro foi o único com quem Dilma se reuniu e ofereceu a chance de escolher o que quisesse fazer em seu governo. E ele escolheu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, complementou o líder. No governo Lula, o PSB de Ciro Gomes detém o ministério da Ciência e Tecnologia e a Secretaria Especial de Portos.

 

Apesar do aceno a Ciro Gomes, setores do PT estão reticentes com a possibilidade do aliado ficar com um dos órgãos mais cobiçados do governo federal. Ao logo dos anos, o BNDES se fortaleceu, ganhou injeção de R$ 180 bilhões do Tesouro no biênio 2009/2010 e é considerada a única instituição financeira do País especializada em financiamentos de projetos de longo prazo. Os desembolsos do banco devem encerrar este ano em torno de R$ 146 bilhões. Nessa queda de braço, o PT argumenta que é preciso escolher com cuidado os principais nomes da área econômica porque é necessário blindar tais postos da ambição dos aliados e tranquilizar setores do mercado.

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