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Ciro Gomes deixa presidência da Transnordestina para evitar que 'perseguição política' afete obra

Ex-ministro é um dos políticos mais críticos à gestão do PMDB e Temer; Ciro estava no cargo desde fevereiro de 2015

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2016 | 07h28

BRASÍLIA - O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes anunciou na terça-feira, 17, que vai deixar a presidência da Transnordestina, empresa subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) responsável pelas obras da ferrovia no Nordeste. Ele estava no cargo desde fevereiro do ano passado. 

Segundo a assessoria de imprensa de Ciro, ele deixa a empresa para evitar que "perseguições políticas" a sua posição contra o governo interino de Michel Temer "interfiram" no andamento da obra. O ex-ministro é um dos principais críticos do PMDB e de Temer, a quem já chamou de "capitão do golpe".

"Ciro Gomes deixa a presidência da Transnordestina Logística SA para evitar que perseguições políticas a sua posição contra o governo interino interfiram no andamento da obra. Ele agradece a Benjamin Steinbruch, presidente da CSN, e a todos os funcionários da Transnordestina pelo trabalho e confiança", diz a nota.

Atualmente, Ciro Gomes está filiado ao PDT. O ex-ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e da Integração Nacional do primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva é pré-candidato do partido à presidência da República nas eleições de 2018. 

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