Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Operação da PF: Ciro Gomes se diz vítima de 'Estado policial' e perseguição política

Pré-candidato à Presidência pelo PDT é alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira; candidato se diz vítima de uma ordem judicial 'abusiva' na gestão de Jair Bolsonaro

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2021 | 10h15
Atualizado 15 de dezembro de 2021 | 11h37

Alvo de operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 15, o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) se disse vítima de uma ordem judicial “abusiva” e afirmou que o País vive sob um “Estado policial” na gestão de Jair Bolsonaro. “Até esta manhã, imaginava que vivíamos em um país democrático”, escreveu em suas redes sociais. 

Segundo o pedetista, a ação policial tem o “objetivo claro” de prejudicar sua campanha para o Planalto. Ele atribui a operação a uma tentativa de intimidá-lo diante das "denúncias" que faz contra o governo, que, segundo ele, "está dilapidando nosso patrimônio público com esquemas de corrupção de escala inédita". Ciro afirmou ainda que o governo Bolsonaro tem um "braço policialesco" que trata opositores como inimigos a serem destruídos fisicamente. 

“Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e despropositada tem o objetivo claro de tentar criar danos à minha pré-candidatura à presidência da República. Da mesma forma tentaram 15 dias antes do primeiro turno da eleição de 2018”, disse.

Batizada ‘Colosseum’, a operação deflagrada pela PF tem o objetivo de apurar supostas fraudes e pagamento de propinas a agentes políticos e servidores públicos envolvendo as obras no estádio Castelão, em Fortaleza, capital cearense, entre 2010 e 2013. Além de Ciro, também é alvo das buscas o seu irmão, o ex-governador Cid Gomes.

“O Brasil todo sabe que o Castelão foi o estádio da Copa com maior concorrência, o primeiro a ser entregue e o mais barato construído para Copas do Mundo desde 2002. Ou seja, foi o estádio mais econômico e transparente já feito para a Copa do Mundo”, defendeu-se o presidenciável.

Em entrevista ao apresentador José Luís Datena, o pré-candidato repetiu que considera ser vítima de "perseguição" e chamou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Bolsonaro de "ladrões" e "assaltantes da vida pública". Ambos serão oponentes de Ciro na disputa eleitoral do ano que vem. Com críticas e acusações contundentes a eles, o pedetista vem tentando conquistar a parcela da população que não deseja ver no Planalto nem o petista, nem o atual chefe do Executivo.   

"A intenção é exatamente essa: me abater para que eu seja moderado, para que eu continue atacando aqueles ladrões, assaltantes da vida pública brasileira, como é o Bolsonaro e como foi o Lula. Eu continuarei dizendo concretamente quem é ladrão. E eu não sou", afirmou.

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