Ciro diz que estará ao lado de Dilma, mas não no palanque

Deputado afirma compartilhar convicções com a ministra, mas promete espernear se partido lançar nome em SP

Carol Pires, da Agência Estado,

03 de fevereiro de 2010 | 19h42

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta quarta-feira, 3, que estará do mesmo lado político da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante a campanha à sucessão do presidente Lula, "mas não no mesmo palanque". Ele reafirmou a intenção de ser candidato à Presidência, apesar da pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que os partidos aliados se unam em torno da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. E avisou: "Sou candidato para ganhar".

 

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Segundo a última pesquisa CNT/Sensu, com Ciro na disputa, Dilma chega bem perto do provável candidato do PSDB À Presidência, o governador de São Paulo, José Serra. Segundo a pesquisa realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro, ela tem 27,8% das intenções de voto e Serra, 33,2%, o que, com a margem de erro de 3 pontos porcentuais para cima ou para baixo, indica um empate técnico. Ciro fica em terceiro lugar, com 11,9%, e a senadora Marina Silva (PV) em quarto, com 6,8%. No cenário sem o nome do deputado, no entanto, serra ultrapassa os 40%, o que poderia lhe garantir uma vitória já no primeiro turno.

 

Mais cedo, no Rio de Janeiro, a ministra Dilma Rousseff elogiou Ciro Gomes e disse que gostaria de estar no mesmo palanque que ele. "Tenho uma relação muito forte com o deputado Ciro Gomes. Convivi diariamente com ele no primeiro governo. É uma pessoa leal, correta, inteligente, capaz. Gostaria sempre de estar em palanque com ele, mas é uma decisão que não é minha", afirmou a ministra, depois de participar, ao lado do presidente Lula, da inauguração do Gasoduto Cabiúnas.

 

Em resposta, Ciro Gomes disse, para um grupo de repórteres, na Câmara dos Deputados, que a declaração da ministra foi "extremamente lisonjeira". "Todos sabem da minha admiração, mas eu quero ser candidato. Vamos estar do mesmo lado político, mas não no mesmo palanque", ponderou.

 

Segundo o deputado, a única possibilidade de ele desistir da disputa pela presidência será se o partido dele, o PSB, pedir. "Eu vou resistir firmemente. A única circunstância para eu desistir é se o PSB pedir para retirar meu nome, aí eu aceito docilmente. Agora, se o PSB pedir para eu ser candidato a governador de São Paulo, aí eu vou espernear muito e depois resolver", afirmou o deputado que, no final do ano passado, trocou seu título de eleitor do Ceará para São Paulo.

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