Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Ciro diz que Bolsonaro é um 'boçal' e uma ameaça para o País

Em evento, ex-governador do Ceará criticou ideia do deputado federal de colocar generais em ministérios; disse também que sua equipe seria mais técnica e menos política

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2018 | 17h54

SÃO PAULO - Pré-candidato à Presidência pelo PDT, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes qualificou um de seus adversários, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), de "uma ameaça ao País e chamou de "boçal" a promessa do parlamentar de fazer uma equipe ministerial composta, em sua metade, por generais. 

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"Tem um concorrente meu aí prometendo que vai botar metade de seu governo de generais, na suposição imbecil - boçal que é - de que general é capaz de entender de tudo melhor que a gente", criticou o presidenciável, que participou na quarta-feira, 30, de um encontro com a Associação Brasileira de Biogás e de Biometano (ABiogás).

Sobre sua equipe ministerial caso seja eleito, Ciro disse que precisará ser "contemporizador das contradições brasileiras" e que essa modulação depende do patamar de votos com que chegaria à Presidência. Na "improbabilíssima" possibilidade de vencer no primeiro turno , sua equipe ministerial teria "excelência técnica muito maior que política", disse.

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Já uma vitória no segundo turno significaria uma composição maior, notou, salientando que negociação "não é loteamento de cargos". Para jornalistas, após a apresentação, Ciro disse ainda que Bolsonaro representa uma "ameaça" ao País por representar uma chance "aprofundamento terminal da crise brasileira".

"Para dar um exemplo: nos últimos dias, Bolsonaro - que já apresentou projeto para punir obstrução de vias -, apoiou a manifestação dos caminhoneiros. Três dias depois, quando o governo anunciou punições aos grevistas, disse que revogaria elas caso eleito, e três dias depois está retirando o apoio aos caminhoneiros. É esse o tipo de presidente que queremos?", questionou. 

A reportagem tentou contato com a assessoria de Jair Bolsonaro, que ainda não respondeu. 

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