André Dusek|Estadão
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Ciro critica reaproximação do PT com o PMDB

'Lula é o grande responsável por ter feito esse tipo de aliança que botou Temer na linha sucessória', disse o presidenciável em evento em BH

Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2017 | 15h21

Belo Horizonte - O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira, 9, que não é o momento para discutir alianças para as eleições de 2018. O pedetista criticou o posicionamento de dirigentes petistas que defendem alianças com partidos que apoiaram o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Para Ciro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o “culpado” pela ascensão do PMDB ao Planalto.

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“O Lula é o grande responsável por ter feito esse tipo de aliança que botou Michael Temer na Vice-Presidência, e na linha de sucessão. É o grande responsável por ter empoderado o (ex-deputado) Eduardo Cunha (PMDB) com Furnas, de onde (Cunha) roubou montanhas de dinheiro. E o Lula sabia disso porque eu pelo menos disse a ele cem vezes que o Eduardo Cunha era corrupto e que com o dinheiro de Furnas iria assaltar o poder."

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Em Belo Horizonte para um circuito de palestras, Ciro se encontrou no início da tarde desta quinta com o prefeito da capital, Alexandre Kalil (PHS). O ex-ministro da Integração Nacional - durante o primeiro mandato de Lula - disse ainda que o grupo político do ex-presidente “anda confraternizando com essa gente”.

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"O PT votou no Eunício (Oliveira) (PMDB) para a presidência do Senado. Como é que a gente diz pro povo que houve ‘golpe’ e, ato contínuo, pratica a contradição de confraternizar com o chefe dos ‘golpistas’? O presidente do Senado que praticou o golpe era o Renan Calheiros (PMDB). Não é possível que quem tenha essa fidelidade ao povo doure a pílula. É por que vai ser candidato? Romero Jucá (PMDB) vai ser líder de novo? Meirelles, ministro da Fazenda? Comigo não, violão”, questionou.

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Sobre possíveis alianças para a disputa pela Presidência, Ciro afirmou que "não confraterniza com golpista". Porém, disse que o momento agora é "como treino livre de Fórmula 1". "Tá todo mundo correndo sozinho na pista, conhecendo o circuito. O grid, ou seja, os tempos, só em março."

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