Ciro critica oportunismo político na questão da segurança

O pré-candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, criticou hoje, em Porto Alegre, o "oportunismo com que políticos brasileiros, ?salvo exceções que devem ser honradas, fazem com a sorte do nosso povo". Ele respondia a uma pergunta sobre o fato de a segurança pública ter se tornado questão central na campanha eleitoral."É preciso morrer um homem de notoriedade, membro do ´establishment´ de poder, para que as pessoas da política, que mandam em nós, venham a projetar uma aparente e falsa preocupação com aquilo que é na vida do nosso povo um drama tremendo", analisou, sem citar diretamente a quem se referia.Questionado se o oportunismo a que fez referência seria só dos governos que cuidam da segurança ou também do PT, Ciro disse que "todo mundo que pega esta tragédia que atingiu um homem de notoriedade para parecer para o povo mais agudamente preocupado com a segurança do que nunca pareceram na sua rotina atinge não só o governo, mas boa parte da nossa oposição". Para Ciro, as mortes dos prefeitos petistas de Santo André e Campinas não têm conotação política. Conversas com o PDT caminham bemSobre a composição de alianças, Ciro disse que na negociação com o PDT há momentos de divergências, mas este é um período em que as convergências estão "esmagadoramente prevalecentes". O pré-candidato deverá ter um encontro neste domingo com os presidentes do PPS, Roberto Freire, do PDT, Leonel Brizola, e do PTB, José Carlos Martinez, no Rio de Janeiro. Ciro disse acreditar que alguns dissidentes do PMDB irão fortalecer sua candidatura. Além disso, previu que a futura aliança que pretende construir terá um candidato ao governo gaúcho, ressaltando que o PPS "não impõe nada nem aceita veto". A assessoria do pré-candidato informou que ele iria a um jantar hoje com o presidente regional do PTB, Sérgio Zambiasi.O pré-candidato do PPS elogiou o Fórum Social Mundial, que ocorre em Porto Alegre, mas disse que seu mérito só não é maior "pelo excesso de partidarização que se fez". Segundo ele, o campo de antagonismo ao neoliberalismo é muito mais amplo que o representado no evento, citando a ausência de Brizola. No ano passado, Ciro disse que se sentiu "incomodado" e decidiu não ir ao encontro, mas que neste ano resolveu superar o desconforto por sugestão do senador Roberto Freire.Ciro e prefeito petista de Ribeirão Preto trocam elogios Ao participar de um seminário promovido pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco Sindical) no Fórum Social Mundial, Ciro elogiou a pluralidade da mesa de painelistas. Ele dividiu a conferência com o prefeito de Ribeirão Preto, Antônio Palocci (PT), com quem trocou elogios. Ciro classificou o prefeito de "um dos melhores homens públicos do Brasil". Em sua intervenção, Palocci afirmou que era "um prazer" partilhar a conferência com o pré-candidato do PPS. "Em bandeiras diferentes, vamos puxar a corda para o mesmo lado", declarou Palocci.Para Ciro, o PSDB tinha o objetivo de reproduzir na eleição de 2002 "esta grande aliança oligárquica que suportou o governo Fernando Henrique até hoje". Segundo ele, "neste sentido, claro que talvez involuntariamente, eu acho que a Roseana Sarney presta um serviço à democracia brasileira quando se insurge". Ciro ressaltou que não concorda com a pré-candidata do PFL à presidência e não tem nenhuma afinidade com ela ou com seu partido, mas "estou vendo as lições que me dá a história brasileira".

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