Ciro critica imprensa e oposições

O ex-ministro Ciro Gomes, candidato do PPS à Presidência da República, criticou a cobertura que a mídia tem feito no caso da violação dos votos dos senadores na votação secreta do processo de cassação do ex-senador Luiz Estevão. Na avaliação dele está havendo um exagero por parte da mídia, que dedica muito espaço a um assunto que não merece tanta exposição. "Não estou advogando a impunidade, mas a violação do painel só justifica meia página nos jornais. Se estão publicando seis páginas há algo errado", disse Ciro Gomes, acrescentando que esse espaço seria melhor aproveitado na cobertura de assuntos como saúde, ciência e tecnologia. Ciro Gomes criticou também os partidos que fazem oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso. Ele disse que a oposição tem na agenda apenas o denuncismo, e precisa começar a falar de outras coisas. "A batalha moral da crítica nós já ganhamos depois da desvalorização do real", afirmou. Ele disse, ainda, que a possibilidade de sua candidatura ser apoiada pelo PMDB, cogitada hoje na imprensa, é para ele uma "novidade absoluta". Ciro Gomes disse que o PMDB está dividido hoje em três alas: a máquina central do PMDB, que está ao lado do atual do governo; o lado sublevado, que quer apoiar o governador Itamar Franco para a presidência da República; e entre essas duas alas estão os que defendem a candidatura do senador Pedro Simon. Gomes disse que aceitaria o apoio de alas do PMDB identificadas com Simon e com o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos. Ele disse também que uma possível filiação do ex-presidente da Câmara, Michel Temer, ao PPS seria bem-vinda, mas não quis falar mais sobre o assunto para evitar especulações. Ciro Gomes está participando de um ciclo de palestras promovido pela direção nacional do PCdoB, para ouvir os candidatos da oposição à Presidência da República.

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