Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Ciro critica gestão de Parente e pede demissão do presidente da Petrobras

Pré-candidato à Presidência nas eleições 2018 declarou em entrevista no programa Roda Viva que política de Parente favorece "preço criminoso" dos combustíveis

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 00h14

SÃO PAULO - pré-candidato ao Planalto pelo PDT e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes criticou a política de preços adotada pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente. Durante entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira, 28, Ciro disse que a política equivocada de Parente favorece importadores, que empurram "esse preço absurdo e criminoso" para os consumidores e chegou a pedir a demissão do presidente da Petrobrás. 

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Ciro argumentou que Parente, "para servir aos interesses estrangeiros", deixou um terço da capacidade de produção de combustível do Brasil ociosa, o que abriu espaço para a atuação de importadores, que aplicam preços baseados no mercado internacional.

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"Não temos que cair no preço comercial", disse Ciro Gomes na entrevista. "Nós temos uma companhia estatal que tem padrões de eficiência e de custos e que pode transferir essa eficiência para o interesse brasileiro", afirmou o presidenciável. "Só há uma saída. Demitir o seu Pedro Parente. Peço aqui publicamente a demissão (dele)", declarou.

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Política petista não é resposta

Ciro Gomes, entretanto, voltou a negar que tem o projeto de adotar uma política de controle de preço nos moldes adotados por governos petistas, o que, segundo ele, é "um erro do passado que não serve ao Brasil".

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Segundo o pré-candidato nas eleições 2018, as manifestações dos caminhoneiros, em greve há oito dias, deixam claro "que o governo brasileiro impôs à sociedade uma política de preços absolutamente fraudulenta". 

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Nos cenários sem Lula, Ciro tem entre 11,1% e 12% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa CNT/MDA de maio, mais recente levantamento sobre a corrida presidencial com abrangência nacional.

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