Ciro considera 'destempero' incabível a candidato a presidente

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) nãodescartou na terça-feira a sua candidatura à Presidência daRepública em 2010 e admitiu que seus excessos verbaiscontribuíram para a derrota em 2002. "Serei candidato se entender que minha candidatura serve aopaís. Se for meu destino será uma honra", disse Ciro emsabatina do jornal Folha de S. Paulo, acrescentando que ainda écedo para uma decisão sobre a eleição de 2010. O deputado disse ter aprendido com os erros da campanha de2002, que para ele foram muitos. Ciro é conhecido pelotemperamento forte e por declarações explosivas. Questionado seagora vai adotar o estilo paz e amor, como o presidente LuizInácio Lula da Silva fez em 2002, ao ser eleito pela primeiravez, respondeu com a sinceridade habitual: "Eu não mudei de comportamento não. Sou a mesma pessoa. Seàs vezes exagerei não foi de má fé." Durante a sabatina, Ciro foi confrontado com a discussãoque teve com a atriz Leticia Sabatella por divergências quantoà transposição do rio São Francisco. Perguntado se o destemperoverbal não atrapalha a sua possível candidatura a presidente,disse que "qualquer destempero é incabível para quem pretendegovernar o país". Ciro foi vago ao ser indagado sobre uma possível composiçãocom o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, na qual ficariacom a vice-presidência. "Meu papel nesse processo é o tempo que vai decidir. Nãosou candidato a nada mas posso ser qualquer coisa na horaprópria", disse a jornalistas, após a sabatina. Em relação à eleição para prefeito em São Paulo, Ciroafirmou que as alianças do PSB serão decididas pela direçãomunicipal do partido. Os critérios, segundo Ciro, são, em primeiro lugar, lançarcandidatura própria; depois, apoiar alguém do bloquinho (PCdoB,PDT, PSB e outros partidos menores), e em terceiro lugar,apoiar partidos da aliança do presidente Lula. Apesar dessas prioridades, Ciro admite que o PSB estádiscutindo com todos os candidatos, inclusive com oex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, e com o prefeitoGilberto Kassab.

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