Ciro considera aliança com Dilma para sucessão de 2010

Em outro evento, ministra esquivou-se de comentar possível convite do deputado para ser seu vice

Kelly Lima e Leonardo Goy, da Agência Estado , Carmen Munari, da Reuters

02 de setembro de 2008 | 13h25

Acreditando que sua candidatura à sucessão presidencial em 2010 é natural, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) admitiu nesta terça-feira, 2, compor uma chapa com a ministra Dilma Rouseff (Casa Civil) sem especificar, no entanto, qual dos dois seria cabeça de chapa. "A Dilma é mais fácil porque ambos militamos no mesmo campo e somos grandes amigos", disse Ciro à jornalistas durante seminário comemorativo dos 40 anos da revista Veja em São Paulo.     Em outro evento, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, esquivou-se de tecer comentários sobre um possível convite de Ciro para ser seu vice em chapa para a campanha presidencial em 2010. Indagada sobre o tema, ela sorriu discretamente. "Eu adoro o Ciro, gosto muito dele, é um grande amigo", disse pouco antes de entrar no carro para deixar o evento relacionado à retirada primeiro óleo na camada pré-sal em Vitória, no Espírito Santo. Para o deputado, uma aliança com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), "não é provável", porque o político mineiro faz oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Ciro faz parte da base aliada. "A Dilma é uma figura extraordinária, como o Aécio, sendo que ela tem mais estrada na vida nacional, embora estrada nenhuma na questão eleitoral", explicou Ciro. Questionado sobre quem ocuparia a vice-presidência numa chapa Ciro-Dilma, o deputado afirmou que vai depender de arranjos políticos no momento da definição da candidatura. Ciro, Dilma e Aécio, além do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), estão no páreo para disputar a sucessão de Lula daqui a dois anos. Aécio defendeu o fim da polarização entre os partidos da situação e da oposição com o objetivo de governar em prol da população e não de interesses partidários. "Ou construímos a nossa convergência ou vamos reeditar a polarização das últimas eleições", afirmou Aécio no evento.    

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