Ciro chama Serra de farsante e Alckmin diz não aceitar provocações

Deputado cearense relembrou ainda o tumulto com Serra no Rio e o governador de SP respondeu que 'Ciro não é candidato'

Luciano Coelho/TERESINA,PI, Especial para o Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2010 | 19h04

O deputado federal cearense Ciro Gomes (PSB) disse em Teresina nesta quarta-feira, 27, que o presidenciável tucano José Serra joga sujo e é farsante. Ciro, que é um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, classificou a agressão sofrida por Serra no Rio como "farsa" e denunciou manipulação de pesquisas que serão divulgadas na sexta-feira, 29. Já o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cumprindo agenda em Teresina, afirmou que não vai responder as provocações.

 

De acordo com Ciro, Serra tem um histórico de campanha caracterizado pela violência, a traição e o jogo rasteiro, sujo e baixo. "O candidato que tem coragem de fazer uma simulação com uma bola de papel na cabeça, dizer que foi agredido a ponto de bater no hospital e ficar 24 horas de repouso, é um candidato que, se dando poder, sabe-se lá o que seria capaz de fazer", acusou.

 

"O que ele disse pela manhã, não serve para a tarde. É que nem a mentira do Paulo Preto. Primeiro ele disse que não o conhecia. Á tarde teve de admitir que conhecia. Se eu fosse ele estaria fora da política. Ele assinou um papel no cartório que se fosse eleito em São Paulo não renunciaria. Se fosse eu, com a imprensa de São Paulo do jeito que é, nunca mais teria direito de ser candidato", completou Ciro Gomes que participou da carreata em prol da campanha de reeleição do governador Wilson Martins (PSB).

 

O parlamentar continuou no ataque. "Estamos avisando à militância que tome cuidado com as provocações", disse. Segundo ele, até sexta-feira serão divulgadas pesquisas falsas pelo instituto GPP, que na terça-feira, 26, divulgou pesquisa em que a diferença de Dilma para Serra é de apenas 5,5 pontos porcentuais. "É um instituto deles e foi registrada no TSE. Eles vão fraudar a pesquisa, provavelmente aproximando Serra de Dilma", anunciou.

 

'Ciro não é candidato'

 

Ao chegar em Teresina para apoiar a candidatura de Silvio Mendes (PSDB) ao governo, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, respondeu às declarações do deputado Ciro Gomes. "Meu conterrâneo Ciro Gomes, da mesma cidade minha , não é candidato. Então não vamos ficar fazendo polêmica. O Serra está muito preparado e é uma disputa apertada. Mas não está decidida. O que vale é a urna, é a eleição, domingo dia 31", retrucou.

 

Alckmin disse que o PSDB pretende trabalhar com respeito e levar a mensagem do Serra a todo o país. "Acho que ele vai fazer mais na saúde, principal prioridade, na segurança e na educação , com a formação profissional e desenvolvimento. Ele está preparado para esse desenvolvimento", destacou. O governador ainda falou sobre a fraude pesquisa, anunciada por Ciro. "Não brigamos com pesquisas. Não discutimos. O que vale é a eleição. O Brizola dizia que se pesquisa valesse, não precisava ter eleição. Vale o dia 31", emendou.

 

Geraldo Alckmin também comentou a decisão do governador de São Paulo, Alberto Goldman, de suspender licitação sob suspeita do metrô em São Paulo. "O governo agiu corretamente. O governador suspendeu a ordem de serviço e criou uma comissão interna para apurar. Se não resolver até dezembro, vamos anular a licitação", finalizou.

 

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