Ciro admite compor dobradinha

Mas se esquiva sobre quem seria cabeça de chapa

José Maria Tomazela e Ricardo Leopoldo, O Estadao de S.Paulo

03 de setembro de 2008 | 00h00

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) admitiu ontem a possibilidade de compor uma chapa eleitoral com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para disputar a sucessão presidencial de 2010. Ao falar a respeito de Dilma, que é um dos nomes mais cotados do PT para concorrer à Presidência da República e conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos bastidores, Ciro destacou que não seria difícil uma composição política com ela. "A ministra Dilma é uma pessoa extraordinária."O parlamentar e ex-ministro, que participou em São Paulo de evento de comemoração dos 40 anos da revista Veja, foi questionado também sobre uma eventual composição com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em 2010. Frisou, porém, que, apesar de os dois serem amigos, militam em campos opostos, o que dificultaria uma eventual aliança partidária. "Eu milito no campo de sustentação ao projeto que o presidente Lula lidera e ele na oposição a esse projeto, mas somos amigos de muitos anos e o admiro muito." Já com a ministra, ele considerou uma possível aliança "mais fácil". Ainda sobre uma possível candidatura da ministra, Ciro comentou: "Dilma tem um pouco mais de estrada na vida nacional, embora estrada nenhuma na vida eleitoral." "Depende do que o Brasil precisa", acrescentou.Indagado pelos repórteres sobre a possível composição política, o deputado esquivou-se em definir quem poderia ser cabeça de chapa à Presidência da República. "Isso é o Brasil que vai definir em 2010, ninguém é candidato de si próprio."Ciro afirmou também que atualmente existem cinco nomes que podem se tornar candidatos à sucessão de Lula. Pela situação, ele e Dilma Rousseff, e pela oposição, os governadores Aécio e José Serra, de São Paulo, e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL). Ao comentar as possibilidades de sua própria candidatura em 2010, disse: " A essa altura da vida, depois de duas candidaturas e de ter aprendido com meus erros, é natural que eu dispute."Já Aécio, que também participava do evento, disse que a separação entre situação e oposição não impede alianças. Ele disse considerar que a polarização é prejudicial e defendeu uma "convergência" em torno de um projeto para o País. "Eu não considero alguém por estar na oposição recheado de defeitos e meu inimigo, e também não considero alguém por ser do meu partido com todas as qualidades do mundo."

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