Ciro admite aliança com Tasso nas eleições de 2006

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes - tradicional aliado do senador Tasso Jereissatti (PSDB) na política cearense, mas em campo oposto na atual campanha na capital e em muitos outros municípios -, afirmou que seu partido - o PPS - poderá se unir ao PSDB na campanha para o governo estadual, em 2006. "Não estou pensando em romper ou brigar (com Tasso), mas, se aparecer outra coisa melhor, todos nós temos que ajudar", afirmou o ministro. Quanto aos resultados que o PPS deverá conseguir nas eleições deste ano, Ciro fez um prognóstico positivo: afirmou que o PPS, disputando em 52 municípios na cabeça-de-chapa, passará a ser a segunda força política do Ceará. Ciro Gomes avaliou que a divisão da esquerda em Fortaleza - onde o PT lançou Luizianne Lins candidata à Prefeitura, e o PCdoB, com apoio da cúpula nacional do PT, lançou Inácio Arruda, do PCdoB - confundiu o eleitor. Isso, no entender de Ciro, foi a causa da queda de Arruda nas pesquisas de intenção de voto. Segundo ele, essa divisão é um fator mais grave do que a participação do ministro José Dirceu (Casa Civil) e do presidente do PT, José Genoino, na campanha de Arruda. Na avaliação do ministro da Integração, "parte do PT" - que não identificou se seria uma parte ligada ou não à cúpula do partido - teria sido "inábil" ao tratar a petista como adversária. "Eu não trataria Luizianne como adversária, pois vou precisar dela amanhã e vou procurá-la", disse, referindo-se à hipótese de Arruda - a quem apóia - ir para o segundo turno. O candidato a vice na chapa de Arruda, Paulo Linhares, é do partido de Ciro (o PPS). Embora disposto ao diálogo com Luizianne, Ciro Gomes afirmou que ela não teria condições de sair candidata com apoio do Palácio do Planalto, pois pertence ao petismo mais radical e não apóia o presidente Lula: "Ela é respeitável, mas não reúne condições de liderar (em Fortaleza) a coalizão de forças que sustenta o governo Lula." O ministro afirmou que Luizianne é "a responsável pela fissura no campo da esquerda". center>Candidato no RioO ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, evitou confirmar ou desmentir a versão que circula entre políticos desta capital de que poderia trocar o PPS pelo PSB. "Não estou pensando nisso, mas, depois das eleições, minha cabeça fica livre para qualquer coisa", afirmou em entrevista no Colégio Santo Inácio. Ele negou a veracidade dos rumores de que estaria pensando em mudar seu domicílio eleitoral de Fortaleza para o Rio de Janeiro a fim de se candidatar ao governo fluminense.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.