Cinco são presos por desvio de recursos do TJ-RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte investiga o desvio de recursos no Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça potiguar. Os valores desviados ainda não foram divulgados, mas as primeiras informações apontam que são milhões de reais. Hoje, durante a Operação Judas, foram presos a ex-chefe do Setor de Precatórios, Carla Ubarana de Araújo Leal, o marido dela, George Luis de Araújo Leal, e ainda Carlos Eduardo Palhares, Cláudia Nelli Silva e Pedro Luis Neto, que era escriturário da agência de contas públicas do Banco do Brasil. As primeiras investigações apontam que Neto era o responsável por facilitar as transações bancárias.

ANNA RUTH DANTAS, Agência Estado

31 de janeiro de 2012 | 18h08

O delegado responsável pela investigação, Marcus Dayan, disse que Carlos Eduardo, amigo de Carla Ubarana, e Cláudia Suely, empregada da servidora, eram responsáveis por receber o dinheiro dos Precatórios e sacar de suas contas. A servidora do TJ e o marido dela foram presos em Recife. No primeiro depoimento à polícia, Cláudia Suely disse que os desvios através de depósitos financeiros e resgates eram feitos seguindo orientação de Carla Ubarana, para quem ela trabalhava como "secretária executiva".

A primeira medida concreta do TJ após as suspeitas de desvios de recursos foi exonerar a servidora de carreira Carla Ubarana de Araújo Leal, que exercia a função de chefe do Setor de Precatórios. A medida foi publicada no Diário Oficial do dia 10 de janeiro. Nessa mesma data, a presidente do Tribunal nomeou uma comissão para realizar a inspeção.

A Justiça bloqueou hoje os bens de Carla Ubarana e do marido dela. O montante dos bens do casal não foi divulgado, mas sabe-se que eles possuem veículos importados no valor de R$ 600 mil, uma mansão na praia de Baía Formosa, litoral Sul potiguar, e dois imóveis no bairro de Petrópolis, uma das áreas mais valorizadas da capital. Até às 17h30 (horário de Brasília) o advogado Felipe Cortez, que defende a servidora Carla Ubarana e o marido dela George Leal, não havia respondido as diversas chamadas telefônicas. Por mensagem de celular, ele disse que estava em uma audiência no interior do Estado.

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