Cinco mil mulheres alertam contra câncer de mama

Domingo é dia de correr e caminhar para alertar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. A ação faz parte da campanha de prevenção da doença do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). A temporada 2003 da Corrida e Caminhada contra o Câncer de Mama tem 5 mil inscritas - 4 mil para a caminhada e mil para a corrida. Elas saem às 9 horas do Parque do Ibirapuera.Eventos como esse servem para aumentar a conscientização das mulheres sobre o câncer de mama. Segundo Edison Mantovani Barbosa, coordenador do departamento de mastologia do IBCC, as mulheres desconhecem a possibilidade de cura do câncer de mama. "É uma doença grave, mas que pode ser curada se o diagnóstico for precoce."Conforme a doença avança, diminui a chance de cura. Enquanto um câncer de mama em fase inicial (tumor menor do que 1 centímetro de diâmetro) tem 99% de chance de cura, a porcentagem cai para 20% quando a doença está em estágio avançado (tumor maior do que 5 centímetros de diâmetro).O problema é que o medo afasta as mulheres das consultas periódicas ao ginecologista. E com isso diminuem as chances de detectar a doença quando ela ainda está no começo.O medo do diagnóstico está aliado à idéia de que o tratamento impõe a retirada da mama. "Era a realidade de 30 anos atrás. Com diagnóstico precoce, o tratamento está mais conservador, aliando cura e bom resultado estético", esclarece Barbosa.A partir dos 25 anos, as mulheres devem visitar o ginecologista uma vez por ano. Nessa idade, elas passam por exame de apalpação das mamas e ultra-sonografia quando o médico acha necessário. A partir dos 45 anos, é recomendável que as mulheres façam mamografias anuais.O câncer de mama é o tumor maligno que mais mata mulheres no Brasil. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que 9 mil brasileiras morreram por causa da doença no ano passado. Houve 36 mil casos novos de câncer de mama no mesmo período.Atletas de elite que participam da corrida no domingo visitaram o IBCC nesta sexta-feira. Maria Zeferina Baldaia, terceira colocada da São Silvestre 2002, saiu emocionada. "O câncer não escolhe idade, cor ou classe social." Nadir Sabino, da equipe de São Caetano do Sul, já tinha visitado a instituição há dois anos. "Gostei de ver como houve evolução do tratamento."

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