Cinco deputados do PMDB assinaram CPI da Corrupção

O vice-líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), minimizou o apoio dos dissidentes à investigação

Andre Jubé Vianna, da Agência Estado

16 Setembro 2011 | 19h12

BRASÍLIA - Cinco deputados do PMDB assinaram o requerimento de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os escândalos de corrupção no governo da presidente Dilma Rousseff. As adesões são dos deputados Nelson Bornier (RJ), Raul Henry (PE), Valdir Colatto (SC), André Zacharow (PR) e Almeida Lima (SE). As assinaturas deles aparecem no Blog da CPI da Corrupção (cpidacorrupcao.blogspot.com) criado pela oposição para estimular a sociedade civil a pressionar os parlamentares a apoiarem a investigação.

 

O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), não liberou a bancada para assinar o requerimento de CPI e vem trabalhando, nos bastidores, para tentar retirar as assinaturas. O vice-líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), minimizou o apoio dos dissidentes à investigação. "São apenas cinco", justificou.

 

Cunha disse ainda que os peemedebistas que assinaram a CPI são ligados ao PSDB. Bornier, da bancada fluminense, pediu votos para José Serra na campanha presidencial do ano passado. Segundo Cunha, a mesma explicação aplica-se a Raul Henry e Valdir Colatto. Henry será candidato à Prefeitura de Recife no ano que vem com apoio do PSDB, DEM e PPS.

 

O deputado Almeida Lima está de mudança para a oposição, anunciou que vai para o PPS. E Zacharow teve o nome envolvido nas investigações de desvios no Ministério do Turismo. O paranaense favoreceu com emendas, relativas ao Plano Nacional do Turismo, a Sociedade Evangélica Beneficente, entidade que ele presidiu.

 

Mais conteúdo sobre:
PMDBCPIcorrupção

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.