Cientistas vão participar de investigação de acidente em Alcântara

O ministro da Defesa, José Viegas Filho, anunciou a inclusão de três integrantes da comunidade científica na comissão que investiga as causas do acidente em Alcântara, além de um representante da família dos mortos. A comissão, que não será independente como queria a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), será presidida pelo brigadeiro Marco Antonio Couto do Nascimento, vice-diretor do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), que substituirá o coronel Antônio Carlos Cerri, do Instituto de Aeronáutica e Espaço. Uma outra investigação, a policial militar, também está em curso. As duas deverão estar concluídas em no máximo 40 dias. "A determinação de abertura e condução da investigação é atribuição indelegável do Ministério da Defesa", avisou o ministro. Ele explicou que não há como formar uma comissão independente. "A investigação é de responsabilidade do governo. Não posso delegar essa responsabilidade a ninguém, mas podemos assegurar que tudo transcorrerá com a maior transparência", justificou. "Ninguém tenha dúvida do interesse crucial do governo na apuração das causas, para que os erros que porventura tenham ocorrido possam ser corrigidos." Viegas informou ainda que à comissão presidida pelo brigadeiro Couto, e integrada por oito civis, será incorporado um representante da SBPC, um da Academia Brasileira de Ciência e um da Sociedade Brasileira de Física. Os órgãos encaminharão uma lista tríplice à Aeronáutica e à Defesa, que escolherão o indicado. Segundo o ministro, não se trata de veto, mas de escolha a partir de uma lista tríplice, procedimento absolutamente normal.

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