Cientista político afirma ser importante alternância de poder

No entanto, Carlos Melo considera que poder tem ciclos e cita Chile como exemplo

Yolanda Foderlone, de O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 19h43

SÃO PAULO - Para o cientista político Carlos Melo, que a alternância do poder é importante, mas o poder tem ciclos. "No Chile, por exemplo, um grupo demorou 20 anos para sair do poder. O ciclo só acabou quando a ex-presidente Michelle Bachelet não conseguiu eleger o sucessor", exemplificou, em entrevista aos jornalistas Felipe Machado e Roberto Godoy.

 

Entre os desafios, o cientista político cita o casamento entre crescimento do PIB e a inflação e as reformas que o País terá de fazer. "Talvez tenhamos chegado no limite do PIB potencial e as reformas deverão passar pela política".

 

Lula não deve participar do dia a dia num futuro governo Dilma, caso a candidata ganhe, na opinião de Carlos Melo. "O perfil de Dilma é diferente de Lula. Ela é uma presidente de grupo. Então devemos avaliar quem deve ser esse núcleo", diz, ao apostar na maior participação de José Dirceu, Lula e membros do PMDB.

 

"Não acho que os institutos de pesquisa erraram no primeiro turno. Mostraram uma tendência de crescimento da Marina e estabilidade de Dilma", afirmou Melo sobre a diferença entre os dados apontados pelas empresas de pesquisa e o resultado.

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