Cide é o ponto polêmico da pauta da Câmara

O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), está reunido com líderes partidários para tentar um acordo com objetivo de limpar a pauta de votações, trancada por quatro medidas provisórias. A questão principal é a medida provisória (MP) que trata da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Os governadores discordam principalmente do ponto da MP que inclui o repasse no cálculo da receita líquida para efeito de pagamento da dívida dos Estados com a União. Esse impasse impediu a votação da MP, quinta-feira passada.O vice-líder governista Professor Luizinho disse que "é impossível" atender a esse pleito, porque esta questão é primordial para o equilíbrio fiscal. Sem citar o nome do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), Luizinho o criticou. "Não dá para um governador dizer que a Câmara não vota", afirmou. "O que eu sei é que ele já deixou de ser deputado para ser governador".O líder do governo, Miro Teixeira (sem partido-RJ), que se reuniu com o ministro da Coordenação Política , Aldo Rebelo, disse que, se houver possibilidade de acordo, "não há embaraço em atrasar a votação em um dia". Para aprovar uma MP, é preciso apenas maioria simples, ou seja, metade mais um dos deputados presentes, desde que haja no plenário quórum mínimo de 257 deputados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.