Cidade do Rio tem duas Câmaras operando

Em Queimados, na Baixada Fluminense, presidente da Casa não entrega cargo, apesar de determinação judicial

Alexandre Rodrigues, O Estadao de S.Paulo

03 de novembro de 2007 | 00h00

Envolvida numa disputa judicial entre vereadores, a cidade de Queimados, na Baixada Fluminense, tem duas Câmaras de Vereadores funcionando ao mesmo tempo. Quatro vereadores resolveram montar uma casa legislativa paralela numa escola municipal que fica a poucos metros da sede oficial da Câmara diante da recusa do vereador Milton Campos (PMDB) de entregar a presidência da Casa a outro parlamentar como determinou a Justiça. Na sua luta para permanecer na cadeira, Campos ganhou até o apelido de Renan Calheiros da Baixada.A confusão no Legislativo do empobrecido município de 130 mil habitantes começou em novembro de 2006, quando Campos, presidente da Câmara desde 2005, anulou a eleição de Nilton Cavalcante (PHS) para o biênio 2007/2008. Numa nova eleição, Campos foi reeleito, atraindo votos que haviam sido antes de seu opositor. A questão foi parar na Justiça. Campos conseguiu uma liminar para, como parlamentar mais velho, permanecer no cargo até decisão judicial final.Há uma semana o Tribunal de Justiça do Rio decidiu que é Cavalcante quem deve permanecer na presidência até o fim do processo. Para o desembargador Cherubin Schwartz Jr., da 14° Câmara Cível, a regra do mais idoso só vale em situação de caráter transitório. Como uma nova mesa foi eleita, deve assumir.

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