Cidade de Minas tem 7 vereadores eleitos presos por corrupção

Segundo a polícia, o chamado 'mensalinho de Frutal' já aconteceu em legislaturas anteriores e estava se repetindo

Rene Moreira, Especial para o Estado

18 Dezembro 2016 | 21h47

Sete vereadores eleitos de Frutal (MG), na região do Triângulo Mineiro, foram presos por suspeita de corrupção. Seis deles foram pegos durante a Operação Déjà-vu, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais na última sexta-feira. Um outro, que estava foragido, se apresentou na tarde de sábado. Eles são investigados por comprar apoio na eleição da Mesa Diretora que irá comandar o Legislativo municipal no ano que vem.

Dos presos na operação, três já são vereadores e foram reeleitos: Ricardo Mazzarope (PT do B), Joab do Baratão (PSC) e Romero Silva de Menezes (PRTB). Os demais, Nene Finuh (PT do B), Esio dos Santos (PR), Douglas Doyal (PSOL) e Edison Yamagami (PSOL), foram eleitos em outubro.

De acordo com as investigações, os suspeitos combinaram e já começavam a pagar propinas para garantir apoio político na disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal do biênio 2017/2018. Segundo a polícia, o chamado “mensalinho de Frutal” já aconteceu em legislaturas anteriores e estava se repetindo. Os envolvidos responderão a crimes como associação criminosa, corrupção ativa e passiva. A Justiça definiu também pelo afastamento dos suspeitos dos cargos.

A cidade tem no total 15 vereadores e a Câmara Municipal ainda não se posicionou sobre as prisões. O Estado conseguiu contato com os advogados de três presos. Segundo eles, a defesa vai ingressar com recurso pedindo que seus clientes respondam em liberdade.

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