Cid Gomes se desculpa por dar 'carona' em avião à sogra

Governador do Ceará se desculpa por 'constrangimento, mas diz não ter cometido nenhum ato ilegal ou imoral

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

28 de abril de 2008 | 14h08

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), pediu desculpas  nesta segunda-feira, 28,  pelo "constrangimento" causado ao povo cearense envolvendo o episódio da "carona" que ele deu à sua sogra, Pauline Carol Habib Moura, para a Europa. A viagem, que durou dez dias, aconteceu no carnaval deste ano e foi feita em um jatinho fretado por R$ 388,5 mil, pago com dinheiro público. Ele, no entanto, sustentou não ter cometido nenhum ato ilegal ou imoral. E que só pagará pela corona da sogra se os órgãos de controle do Estado julgarem que ele errou. "Eu peço desculpas pelo constrangimento que essa questão causou ao povo cearense. É por isso que eu peço desculpas. Não me consta que eu tenha cometido nenhuma ilegalidade. Não se aponta nenhuma lei, nenhuma regra que eu tenha descumprido", afirmou Cid.As explicações sobre a viagem foram dadas durante coletiva à imprensa, no "Dia da Sogra". A entrevista aconteceu na Assembléia Legislativa do Ceará, onde o governador realizou um leilão para contratar empresas para construção de duas casas de detenção provisória. Esta foi a primeira vez que ele falou sobre o assunto. A denuncia se tornou pública na semana passada, quando o governador estava numa outra viagem, desta vez para a Ásia, em avião de carreira, sem a mulher e nem a sogra. Ele voltou de viagem sábado à noite. O evento na Assembléia foi o primeiro ato público do qual participou.Cid disse ter agido de boa fé. Alegou que não houve nenhum custo ou despesa extra com a carona dada à sogra e às esposas de dois assessores dele, que também estavam no avião. "O vôo é cobrado por quilômetro e não por número de passageiros. As despesas pessoais da mãe de minha esposa e dos demais passageiros, que não cumpriam missão oficial, bem como suas hospedagens, não foram pagas com dinheiro público e, portanto, nada custaram ao Estado", sustentou.

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