Cid Gomes rebate FHC e diz que Dilma não é ingrata

Incorporado ao papel de cabo eleitoral da reeleição da presidente Dilma Rousseff, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), saiu em defesa da petista, dizendo que ela não é "ingrata" com os tucanos. Cid Gomes e Dilma se reuniram nesta terça-feira à tarde no Palácio do Planalto por duas horas.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

26 de fevereiro de 2013 | 18h30

A declaração de Cid Gomes foi uma resposta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que afirmou nesta segunda-feira (24), durante seminário realizado pelos tucanos em Belo Horizonte, que Dilma é "ingrata" e "cospe no prato em que comeu". FHC havia rebatido um discurso da própria presidente, que disse não ter recebido herança alguma dos tucanos.

Na avaliação de Cid Gomes, a declaração de FHC é "esquisitíssima". "Achei esquisitíssima a declaração. Esquisitíssima. Se o Fernando Henrique tivesse feito algum favor a Dilma, ele teria algum motivo para dizer que ela é ingrata. Mas qual foi o favor que o Fernando Henrique fez a Dilma? Nenhum", rebateu o governador a jornalistas, ao sair do Palácio do Planalto.

"FHC era uma pessoa de pensamento social-democrata, ele se rendeu completamente ao neoliberalismo quando assumiu a Presidência da República. E causou muito mal ao Brasil, ele endividou demais o Brasil, ele vendeu boa parte do patrimônio brasileiro, estou falando de Vale, do conjunto de elétricas, as telefônicas, e deixou uma dívida maior do que a que encontrou", prosseguiu Cid Gomes.

O governador do Ceará, que defende publicamente a reeleição de Dilma em 2014, disse que a presidente não é ingrata com FHC. Segundo Cid, FHC não "ajuda nem o PSDB".

"De maneira nenhuma. Se for de herança de governo, quem pode falar sobre isso é o Lula. E eu, salve engano, vamos fazer um esforço de memória? O Lula encontrou o Brasil com FMI (Fundo Monetário Internacional), ninguém podia fazer nada sem pedir permissão ao FMI; a dívida do País num patamar dos mais elevados da nossa história e o patrimônio do País reduzido a um terço, com a farra privatista que o FHC fez. Se a herança que ele (Fernando Henrique Cardoso) diz é essa, me perdoe, mas ele devia estar cuidando de outra coisa. Ele não ajuda nem o PSDB na política, com todo o respeito."

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