'Cid Gomes queria controlar o Solidariedade', diz Paulinho da Força

Governador do Ceará chegou a falar com deputado sobre ida para futuro partido, que deve ser oficializado na próxima semana pelo TSE

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2013 | 15h10

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, que aguarda o registro oficial de seu partido, o Solidariedade, explicou por que a aproximação com o governador do Ceará, Cid Gomes, atualmente no PSB, não deu certo. "Fui ao Ceará e fiquei com a impressão que ele queria dominar o partido, mas nenhum governador vai mandar no Solidariedade".

No começo deste mês, Paulinho se reuniu no Ceará com o governador para discutir a ida dele para o Solidariedade, já que Cid estava descontente com o embarque do PSB no projeto de candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência em 2014.

Na próxima terça-feira, 24, o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve cumprir a última etapa do rito de criação da sigla. Pelos cálculos de Paulinho, também presidente da Força Sindical, a legenda deve atrair pelo menos 30 deputados de outras agremiações graças a janela aberta pela legislação.

Ainda segundo o parlamentar, o principal obstáculo para a oficialização da sigla é a presidente Dilma Rousseff. "O governo federal está em guerra com os novos partidos. Com isso, está jogando a gente para o outro lado", afirma.

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