Cid Gomes pede a Dilma que não vete projeto

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), disse, nesta quinta-feira, após almoço com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, que reiterou a necessidade de ela não vetar o projeto de distribuição de royalties do petróleo aprovado pela Câmara na terça-feira (6) à noite. O governador falou da preocupação da presidente com o texto aprovado e comentou que ela disse que o material está sendo "minuciosamente estudado pelo governo".

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

08 de novembro de 2012 | 16h30

Cid Gomes explicou que a preocupação da presidente se deve ao fato de que "esta não é uma questão pacífica". O governador argumentou, no entanto, que o Rio de Janeiro e Espírito Santo fizeram uma ampla movimentação popular à época da discussão das propostas e que a ideia desses Estados já foi derrotada duas vezes. "A solidariedade que ela (Dilma) poderia ter em relação ao Rio, ela já teve. Pela segunda vez, foi decidido pelo Congresso, no Senado de forma quase unânime e na Câmara por ampla maioria, que a divisão tem de ser entre todos", afirmou.

O governador do Ceará contou que pela manhã, quando chegou ao Palácio do Planalto, esteve no gabinete de Dilma na companhia do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS). Na ocasião, Maia disse à presidente que o texto aprovado é uma vontade reiterada dos parlamentares e pediu que ela não se desgastasse vetando o texto. Cid Gomes emendou a conversa, dizendo: "Eu assino embaixo do que ele está falando. A senhora já fez o que podia fazer pelo Rio de Janeiro e pelo Espírito Santo. Não é justo mudar isso. Não é justo com os demais Estados", disse.

Sobre as declarações de governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), de que o Estado não teria condições de realizar a Copa do Mundo e a Olimpíada por causa da mudança nos royalties, Cid Gomes atacou: "Me recuso a acreditar que isso seja uma chantagem. Se ele tiver problema, nós podemos, muito bem, realizar os cinco ou seis jogos previstos para serem realizados no Rio no Ceará, assim como a Olimpíada. E tudo que nós pegamos para fazer, fazemos bem feito".

"É muito importante que Estados e municípios tenham participação mais justa nos royalties. O Brasil tem 27 Estados e mais de 5 mil municípios. E isso (o petróleo) está a 500 quilômetros da costa do Rio. Não é justo que apenas poucos Estados e municípios sejam beneficiados", defendeu. No caso da destinação de recursos dos royalties para a educação, Cid Gomes lembrou que isso pode ser alterado durante a votação do Plano Nacional de Educação.

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