Irmãos Gomes se filiam ao PDT, que vê governador ir para o PSDB

Dupla migra do PROS para legenda que deixa de contar com chefe do Executivo estadual do MT, Pedro Taques

Bernardo Caram e Carmem Ponpeu , Especial para o Estado

18 de agosto de 2015 | 14h34

Atualizado às 22h44

Fortaleza - O ex-ministro Ciro Gomes e o ex-governador do Ceará Cid Gomes, além do grupo político ligado a eles, fecharam acordo de migração do PROS para filiação ao PDT, que deixa de contar com o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, agora no PSDB. A filiação dos irmãos Gomes ao PDT fortalece o debate sobre uma candidatura própria do partido à Presidência da República em 2018. 

Com o discurso de que o desgaste do PT é uma oportunidade para que o PDT ganhe espaço político, o presidente da sigla, Carlos Lupi, e o ministro do Trabalho, Manoel Dias, que ocupa a vaga do partido na Esplanada dos Ministérios, já apresentam os nomes como potenciais candidatos. “São nomes nacionais. Não há nada que os coloque sob dúvidas, eles vêm para somar, fortalecer, mostrar que o nosso partido é realmente uma alternativa”, disse Dias ao Broadcast, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado. “Eles têm total respaldo popular, o Ciro já disputou a Presidência.

São nomes gabaritados”, completou. Tanto o ministro do Trabalho quanto Lupi ponderam, no entanto, que o nome do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que já disputou o cargo mais alto da República em 2006, também figura entre as possibilidades para 2018.

A única pasta comandada pelo PDT no governo Dilma Rousseff é o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de Manoel Dias. Na semana passada, antes da formalização de Cid e Ciro no partido, um almoço foi promovido para os futuros filiados, com a presença de Dias e Lupi. 

Os pedetistas negam que tenha sido tratada a possibilidade de o MTE ser ocupado por um dos irmãos. “Nem discussão disso foi feita”, disse Lupi. “Não se discute essa questão nesses termos. Nunca se discutiu isso”, ressaltou Dias.

Em Fortaleza, Ciro defendeu o PDT como “mais forte para um projeto nacional”. Ele destacou que o partido apoiou candidaturas dele a presidente e apoiou governos de seu irmão Cid Gomes e de Camilo Santana (PT). Lembrou ter sido governador enquanto Leonel Brizola era governador do Rio de Janeiro (1991-1994). 

Disparos. O ex-ministro da Integração Nacional, de 2003 a 2006, fez críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem chamou de “pilantra de quinta categoria”, e ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). “Se eu fosse o Aécio, botava a viola no saco e ia cuidar de Minas. Como é que o cara perde no seu Estado e quer ser presidente? Eu, pelo menos, ganhei aqui (Ceará) quando concorri (a presidente)”, ironizou. 

Ciro reforçou que vai manter seu apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, “pois ela foi eleita pela maioria”.

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